Amílcar Spencer Lopes anuncia recandidatura à Câmara da Ribeira Brava

Vila da Ribeira Brava, 05 Mar (Inforpress) – O edil Amílcar Spencer Lopes anunciou, na tarde de terça-feira, a sua decisão de concorrer de novo à presidência da Câmara Municipal da Ribeira Brava nas eleições autárquicas de 18 de Maio próximo.

O actual presidente do município ribeira bravense disse que tomou esta decisão depois de discutir o assunto com a sua equipa actual, com os seus colaboradores mais próximos e com o seu partido, o MpD, bem como com a sua família e com os seus amigos e “ouvir e escutar muita gente anónima”.

Spencer Lopes afirmou que todas as pessoas contactadas, de diversos quadrantes e extractos sociais, foram “unânimes em incentivar-me a continuar a liderar o município da Ribeira Brava, de maneira a se consolidar os ganhos e avanços já alcançados em vários domínios de desenvolvimento do município e da ilha”.

O edil da Ribeira Brava assegura que o propósito da sua recandidatura é o de “consolidar os resultados já obtidos”, designadamente na recuperação da auto estima e da memória colectiva dos sanicolauenses, no saneamento básico, recolha e tratamento dos resíduos sólidos, na gestão dos recursos hídricos e do abastecimento de água as populações e no ordenamento do território.

Afirmou ainda que a sua recandidatura tem por propósito consolidar os resultados obtidos “na promoção da habitação condigna, na organização e modernização dos serviços municipais, na qualificação dos recursos humanos, na valorização do património cultural, na capacitação dos jovens, na generalização do desporto, no diálogo permanente com as populações, por forma a que o município e a ilha estejam à altura dos desafios do nosso tempo”.

“Queremos, pois, continuar a ter um município com ambição, um município que seja o nosso orgulho”, acrescenta. Na outra esfera de governação, propõe cultivar um relacionamento aberto e de bom trato com todos os sanicolaenses, desenvolver uma atitude descomplexada, respeitadora e interactiva com os serviços desconcentrados do Estado no município e com o poder central.

Com o município do Tarrafal, propõe “construir uma parceria fraterna e estratégica”, que seja “propiciadora do desenvolvimento regional sustentado e da resolução duradoura dos problemas que ainda afectam ou entravam a afirmação de S.Nicolau no todo nacional”. “Depois da reinvenção da ilha, é tempo de construir o futuro, hoje”, sublinha Amílcar Spencer Lopes.

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Total de pessoas recenseadas ultrapassou expectativas das CRE

Vilas da Ribeira Brava, 04 Mar (Inforpress) – As duas comissões de recenseamento eleitoral (CRE) em S.Nicolau consideram que o número de pessoas recenseadas ultrapassou as suas expectativas.

No município da Ribeira Brava foram recenseadas quatro mil, seiscentas e vinte e oito pessoas (4628), enquanto no do Tarrafal atingiu-se um total de três mil, duzentas e vinte e quatro (3224). O presidente da CRE da Ribeira Brava, José Luís Reis, não acredita que tenham ficado muitas pessoas por recensear, neste município, com excepção das localidades de Fajã e vila da Ribeira Brava, onde uma ou outra pessoa poderá não se ter dirigido aos postos de recenseamento para cumprir essa obrigação.

Garante, contudo, que aquele que não se recenseou nas duas localidades e porque não o quis fazer, uma vez que os kits deslocaram-se a Fajã, “várias e várias vezes”, enquanto que a vila da Ribeira Brava contou com dois kits fixos nos últimos dias de recenseamento e a afluência foi fraca.

Já no município do Tarrafal, ninguém em idade de se recensear terá ficado fora dos cadernos, segundo o seu presidente, João Domingos.

Conforme esse responsável, tanto a CRE como os partidos políticos concorrentes às próximas eleições fizeram um levantamento das pessoas que habitam nos diferentes bairros da vila do Tarrafal e nas outras povoações desse município e não detectaram nenhuma pessoa sem se recensear.

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Mais de 19 mil contos para luta contra a pobreza

Vila da Ribeira Brava, 03 Mar (Inforpress) – Cerca de 19 mil e 700 contos serão investidos no corrente ano, em S. Nicolau, no quadro do Plano Local de Luta contra a Pobreza (PLLP), a cargo das Associações Comunitárias de Desenvolvimento (ACD’S).

As actividades e o orçamento que sustenta o referido plano foram aprovados, sábado, pela Comissão Regional de Parceiros (CRP), a qual é constituída por 30 membros dos quais 22 ACD’S. O PLLP é financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), com 44,9%, Governo de Cabo Verde (40,35%) e os próprios beneficiários (14,74%).

Das 22 ACD’S existentes em toda a ilha de S. Nicolau 4 não estão ainda legalizadas, pelo que não beneficiam dos fundos disponibilizados pelo FIDA e o Governo. Mais de metade (53,8%) do referido orçamento destina-se a realização de actividades produtivas, em sectores como a pesca, agricultura e pecuária.

A melhoria da habitação social continua a merecer também a atenção das ACD’S, uma vez que o orçamento do PLLP para este ano contempla para o efeito cerca de cinco mil e quatrocentos contos. Das localidades de S. Nicolau, só não vêm contempladas no Plano Local de Luta contra a Pobreza a vila da Ribeira Brava, Cabecalinho, Carvoeiros e Cachaço, uma vez que as suas associações comunitárias de desenvolvimento não estão ainda legalizadas.

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S. Nicolau tem uma taxa cobertura energia eléctrica superior a média nacional

Vila da Ribeira Brava, 01 Mar (Inforpress) – A situação de energia eléctrica em S. Nicolau e, relativamente, estável, não obstante os cortes esporádicos que se verifica na rede aérea (media tensão). Os cortes têm sido, no entanto, por curtos períodos, e devido a curto-circuito na rede rural.

Este ano, já se registaram interrupções no fornecimento da energia por duas vezes, sendo a primeira em Janeiro e a última no passado dia 15. O delegado da Electra em S. Nicolau, Artur Jorge Silva, considera que a situação de energia nesta ilha é boa, comparada com a que existe na maioria dos municípios do país.

Em termos de potência instalada, esse responsável disse que S. Nicolau dispõe de uma potência de dois mil 195 kva, quando a ponta máxima é de 920kw. A central eléctrica, que se situa na vila do Tarrafal, é servida por três grupos electrogéneos, sendo a mais potente de mil e 100 kwa e as outras duas de 775kva e 320kva, respectivamente.

Para reforçar essa potência, um quarto grupo (mil kva) já está em S. Vicente, pronto para ser embarcado para esta ilha. Em termos de cobertura eléctrica, S. Nicolau tem uma situação confortável no cômputo nacional.

Conforme aquele responsável, esta ilha tem uma taxa de cobertura de 79,8%, que é superior à media nacional. Apenas quatro povoações da ilha não desfrutem ainda de luz eléctrica, ou sejam, Carriçal, Belém, Covoada e Ribeira Prata. Os materiais para electrificação de Belém já se encontram, entretanto, na Praia.

O delegado local da Electra garantiu à Inforpress que os trabalhos da electrificação daquela pequena povoação da zona leste da ilha iniciam-se na primeira semana de Abril.

Alem de Belém, o Governo, por ocasião do Conselho de Ministros descentralizado nesta ilha, anunciara que Covoada e Ribeira Prata receberiam energia eléctrica em 2008. A construção da central única consta do plano de actividades da Electra para este ano de 2008.

Será implantada no litoral do Tarrafal, na zona denominada Ponta Preta. A produção e distribuição de energia eléctrica em S. Nicolau, a avaliar pelos dados fornecidos pela delegação local da Electra é, claramente, deficitária em termos económicos. As receitas provenientes das cobranças nem chegam para cobrir os gastos com os combustíveis, indica o responsável local da empresa.

Conforme Artur Jorge Silva, a média mensal da cobrança é da ordem dos oito milhões 770 mil escudos, enquanto a média mensal dos gastos com os combustíveis aproxima-se dos oito milhões 940 mil escudos representando um deficite mensal na ordem dos 170 contos.

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